Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

Não sei e não entendo

Não sei.
Não sei mesmo e não me envergonho de dizer. Na verdade sei muito pouco. É o tal do só sei que nada sei e não vejo mal nisso. E antes que pensem mal, não lembro quem falou isso, mas sei que foi um grego.
Não sei se vai chover a tarde, se o dólar vai subir, se o Lula vai renunciar ou ser cassado, não sei se vou estar empregado no mês que vem, não sei a placa do meu carro e nem o que almocei terça-feira.
Mas sei o gosto do beijo da minha esposa, a amplitude tenra do abraço da minha filha e o cheiro de sossego que tem minha casa. E precisa saber mais?

Não entendo.
Não entendo porque insistem que todos devem ter opinião formada. Não tenho opinião sobre muita coisa, por não conheço tudo e não gosto de dar palpite no que não conheço. É por isso que não gosto do Faustão, Gugu, Luciana Gimenez e companhia.
Entendo que preciso aprender mais, para poder responder as perguntas que a vida faz, mas não faço disso um caso. Quiçá um caminho, mas entre caminhos, fico como a Alice no País das Maravilhas, ainda não sei ao certo aonde ir. Porém, já sei quem levar e o que.

Pensar e tempo.
Não saber e não entender é questão de tempo. Opiniões instantâneas e sabedorias de almanaque são o que cansam. Saber matura. Em sendo assim, demora. Precisa tempo, por isso que digo, não sei e não entendo.